A remuneração do empresário brasileiro nunca mais será por lucro. Começa a era da venda da empresa em pedacinhos.
O empresariado sabe que a tributação dos dividendos é insustentável. O cenário político hostil não permite que ele ventile essa ansiedade livremente. A verdade circula em pequenos círculos. Um círculo mais depressivo aposta na sonegação ou na falência. Outro, mais arrojado, foi buscar nas empresas abertas da bolsa a inspiração para resolver o problema. Porque, no fundo, o problema é do empresário pequeno e médio. As empresas grandes, multinacionais fortes, socorrem-se de instrumentos que não são comuns para o dono de padaria. Tais instrumentos vêm da lei. São lei civil e estão disponíveis ao povo. E o empresariado, embora rechaçado e humilhado, ainda é parte do povo. Pode, em teoria, recorrer às leis. Um pouco como quem desprezou um amigo por longo tempo e o busca quase tarde demais. São dois mecanismos legais, no fim das contas. O primeiro é que as empresas podem converter lucros acumulados em capital social, sem precisar distribuir… Leia mais